Jardim de Maio [Novel]

A herança de Vanessa, após a morte de seus pais, era uma montanha de dívidas e um casamento arranjado. Seu tio ganancioso a vendera avidamente para ser a mais recente noiva de um conde idoso. Para romper o noivado, ela precisava de um escândalo. Um escândalo verdadeiramente terrível, que absolutamente arruinará sua reputação, *** “Vanessa.” “…” "Acha sua vida tão tediosa assim?”, perguntou ele, incrédulo, “Para escolher desperdiçá-la se envolvendo com alguém como eu?”

Capítulo 54 - +18

Capítulo 54 - +18

Tradução: Gheo

Capítulo 54


Ela empurrou seus ombros, e ele caiu para trás no colchão, como se quisesse ver até onde ela iria com aquele jogo. Vanessa agarrou os pulsos de River, os dedos pequenos lutando para contê-los enquanto o pressionava contra os lençóis.

Os cabelos dela caíam ao redor deles como uma cortina. O homem sob ela, capturado da mesma forma que a havia segurado um dia, era belo. Um arrepio perverso a percorreu ao ver aquele ápice da masculinidade, indefeso sob o toque de uma mulher. Mesmo sabendo que ele estava deixando que ela fizesse aquilo.

– Lindo.

Ela sussurrou, repetindo os inúmeros elogios que ouvira os homens fazerem, dirigindo-os ao rosto dele. Ele era realmente de uma beleza estonteante, e agora ela entendia o que aqueles homens sentiam.

– Essa é a coisa mais louca que já ouvi.

River Ross franziu a testa e soltou uma risada curta.

Bem, foi a coisa mais louca que ela já disse. Vanessa ignorou a reclamação dele, traçando o contorno do antebraço com a ponta dos dedos. Era estranho como a pele dele, coberta de suor, era atraente, especialmente num dia quente de verão como aquele. Normalmente, a mera ideia de pele grudando seria irritante. Mas, em vez disso, ela desejou que pudessem se fundir, tornar-se um só, para sempre...

– Seu olhar está ficando um tanto impuro.

Num instante, ele inverteu as posições. Agora ela estava presa sob ele, mantida em cativeiro na mesma posição que acabara de usar. Ela olhou para ele, perplexa, como uma criança que teve seu brinquedo roubado. River Ross sorriu.

– Um acordo deve ser justo, Vanessa.

Sua mão firme deslizou por baixo de sua blusa fina, acariciando seu seio. Um sorriso travesso surgiu em seus lábios.

– Essa é a sua condição favorita, não é?

Ele inclinou a cabeça, seus lábios capturando os dela em um beijo há muito esperado. Era o começo da noite que ela tanto desejava.



Ela despertou quando o amanhecer se aproximava, com o mundo banhado pelo azul profundo da luz pré-alvorada. Vanessa piscou os olhos ressecados e se espreguiçou. O leve movimento fez com que o braço em volta de sua cintura se apertasse. Seu seio, espreitando por baixo do corpete amassado do vestido, acabou prisioneiro na mão dele.

– Finalmente acordou. Você estava se mexendo há um tempo.

– Oh!

Ela exclamou, ofegante.

– Tenho tentado ser paciente... pensei que ia morrer.

Seu pênis, inchando dentro dela novamente, parecia apertado. Vanessa se enrijeceu, a sonolência persistente desaparecendo. Parecia que uma brasa ardente se espalhava por todo o seu corpo.

River Ross se moveu, puxando-a para mais perto, as pernas dela se abrindo para envolvê-lo pela cintura. As unhas dela cravaram em seus ombros e costas. Ele mordiscou o lóbulo da orelha dela, fazendo com que um gemido baixo escapasse de seus lábios.

– Relaxe... não aperte tanto.

Ele se pressionou contra ela, e Vanessa enterrou o rosto em seu pescoço, sentindo o calor daquele corpo incendiar o seu. Não demorou para que a secura entre suas pernas desse lugar à umidade. Após tantos orgasmos, ela já estava completamente encharcada por seus fluidos misturados.

– Eu acabei de... acordar... ah... aah...

– Volte a dormir. Se conseguir.

– Não, ah, mm... aah...

A palavra "não" já não tinha qualquer significado entre eles. Não desde o momento em que ela a pronunciou, apertando instintivamente as pernas em volta da cintura dele.

Seu pênis, ainda enterrado dentro dela, recuou ligeiramente e o líquido acumulado escorreu por seu ânus. Ele recolheu o líquido com a mão e o espalhou sobre o ponto de contato entre eles.

Um dedo firme e escorregadio pressionou seu clitóris. A sensação foi tão intensa que suas costas se arquearam, aprofundando o ângulo de suas estocadas.

Vanessa deu um suspiro, apertando as coxas em volta dos quadris largos dele. Seu vestido de musselina branca amassou ainda mais sob a mão grande dele. Ele encontrou o mamilo exposto através do tecido, mordiscando, lambendo e depois chupando.

A cada onda de prazer, ela instintivamente se apertava contra ele. Sua mente ficou turva... Uma risada escapou dos lábios dele, roçando sua testa e sua orelha febris.

– Vanessa. Não... aperte tão forte.

A garganta de River Ross se moveu para cima e para baixo. Ele agarrou seus quadris, separando-os enquanto penetrava fundo nela. A cada estocada vigorosa, um líquido transparente espirrava.

– Ah, mm!

Suas paredes incandescentes o devoraram avidamente. O ponto de conexão entre eles ardia como se estivessem se fundindo, prestes a se unir para sempre.