Tradução: Emma
Capítulo 27
Vanessa sugou obedientemente o dedo dele, sem sequer saber para que servia. Quando ele disse para ela limpá-lo com a língua, preparando-o para a entrada, um olhar atordoado nublou seus olhos. A visão de seu rosto úmido, tão dócil como se o prazer tivesse derretido seu cérebro, estranhamente não era irritante.
Sim, talvez esse fosse o problema. O corpo dessa mulher era tão bonito quanto o seu rosto. Cada detalhe era do agrado dele. E era por isso que, na verdade, nada naquilo tinha graça nenhuma.
— Ha, uh….
Theodore mordeu com força os seios pálidos dela, afastando suas coxas mais uma vez. Ele empurrou as roupas íntimas dela para o lado e enfiou seus dedos grossos em sua abertura encharcada. O interior quente e derretido agarrou-se aos seus dedos, resistindo à entrada.
Apertada. Macia. Doce. Lisa. Sua excitação escorregadia é como um creme quente e fervente.
Ele explorou lentamente a carne interna dela, e a garganta de Vanessa tremeu. Um gemido fino e constante escapou de seus lábios entreabertos. Seu pequeno corpo, apegando-se ao braço dele como se fosse seu único apoio, tremia, aparentemente sem forças sequer para erguer os quadris.
Uma reação dessas com apenas um dedo.
Theodore soltou uma risada intrigada. Parecia que essa mulher nunca havia sequer se tocado.
— Vanessa.
Ao som de seu nome, suas pálpebras firmemente fechadas se abriram. A inclinação acentuada e felina de seus olhos havia se suavizado em uma névoa lânguida. Ele pretendia assustá-la para que fugisse, mas a expressão desarmada dela, desprovida de qualquer cautela, como se nunca tivesse tido a intenção de fugir, era espantosa.
— Ainda quer fazer isso comigo?
Em vez de responder, Vanessa envolveu o pescoço dele com os braços. Theodore soltou uma risada ríspida e enfiou um segundo dedo.
Vanessa gemeu, apertando as coxas. O menor movimento enviava um calor escaldante através de seu âmago. Eram apenas dois dedos, mas a sensação deles se cruzando, provocando sua carne interna, era esmagadoramente lasciva e vívida. Era quase impossível de suportar com a mente sã.
— Hng….
Toda vez que ele sugava com força os seios dela, uma covinha acentuada aparecia na bochecha bonita de River Ross. A visão de seu nariz afilado aninhado no vale de seus seios firmemente segurados era intensamente excitante. Vanessa mordeu o lábio inchado, engolindo um gemido suave.
Era agudo, ardente, doloroso. Ao mesmo tempo, um calor formigante e insuportável florescia ao longo de sua espinha. O fundo de seu estômago latejava com um calor ardente. No momento em que ele mordiscou seus mamilos rigidamente empinados, Vanessa não pôde deixar de erguer os quadris.
— Devagar, Vanessa.
River Ross sussurrou com ternura, sua coxa apoiando e afastando os joelhos dela. Ele enfiou os dedos novamente, fazendo sua excitação escorregadia espirrar.
— Ah…!
A cada estocada crescente de sua mão, uma espuma branca se formava na entrada dela, fazendo um som molhado. Ao contrário de Vanessa, arquejante e corada, a respiração de River Ross permanecia ritmada. Sua excitação endurecida parecia distante dele, com sua camisa bem passada ainda abotoada até o punho.
Vanessa sabia há muito tempo que River Ross a via como jovem e inexperiente. Mesmo agora, enquanto explorava cada centímetro do corpo dela, ele permanecia um homem frio e controlado.
Era ao mesmo tempo decepcionante e perturbador. Estava com tanta vergonha, mas ele parecia inabalável. Ela estava sendo usada como um brinquedo, totalmente indefesa, por um homem que nem parecia desejá-la tanto assim. E, no entanto, agora queria River Ross com uma dor desesperada.
— River… Por favor….
Enquanto ela apertava o aperto ao redor do pescoço forte dele, implorando-lhe, River soltou uma risada baixa. Seu polegar calejado pressionou com força contra o clitóris inchado dela, arranhando, acariciando, massageando, circulando. Sem parar…. Justo quando uma sensação semelhante à necessidade de urinar fez suas coxas tremerem, seu terceiro dedo deslizou para dentro de sua carne sensível.
Vanessa mordeu o lábio, seu corpo convulsionando levemente. Outro clímax. Na mesa gasta do jardim abandonado, provocado por nada além da mão dele.
Ela sentiu um fluido escorregadio e claro jorrar pela fenda de suas nádegas. Seu coração martelava contra sua garganta, agitando-se como um peixe preso.
— Ah, uh, mm….
Ela não sabia que tal mundo existia. Achava que não. Uma vez, acreditou que era melhor não saber, permanecer para sempre ignorante…. A mão grande de River Ross envolveu rudemente seus seios fartos e brancos. Um gemido suave dissipou-se no ar úmido. Ele beijou seus lábios inchados como se os devorasse.
