Jardim de Maio [Novel]

A herança de Vanessa, após a morte de seus pais, era uma montanha de dívidas e um casamento arranjado. Seu tio ganancioso a vendera avidamente para ser a mais recente noiva de um conde idoso. Para romper o noivado, ela precisava de um escândalo. Um escândalo verdadeiramente terrível, que absolutamente arruinará sua reputação, *** “Vanessa.” “…” "Acha sua vida tão tediosa assim?”, perguntou ele, incrédulo, “Para escolher desperdiçá-la se envolvendo com alguém como eu?”

Capítulo 26 - +18

Capítulo 26 - +18

Tradução: Emma

Capítulo 26


— Nn… Mm…— Não importava o quão virtuosa ou inocente Vanessa tivesse sido; a ingenuidade de acreditar que poderia conter o crescimento de seu próprio corpo prendendo-o era espantosa. Era um contraste brutal com a mulher que havia buscado o prazer dele com tanto entusiasmo dias atrás.

E era isso que o enlouquecia. O fato de Vanessa estar tão agudamente consciente dele, tão consumida pela vergonha, e ainda assim respondendo tão fielmente ao seu toque.

— Olhe como já estão inchados, só com um leve toque. Vê? — Ele abaixou a cabeça e abocanhou o seu mamilo ereto. Azedo e doce, com um leve toque de sal. O gosto do suor que havia secado em sua pele após um dia passado no jardim, agora suavizado pela brisa do mar, era como um figo maduro. O gosto e o aroma crus e primordiais acenderam o desejo dele.

Tudo era excessivamente satisfatório. A plenitude da carne dela em sua mão, a maneira como a pele úmida dela se agarrava aos lábios dele, a carne delicada que ficava marcada tão facilmente sob o seu toque e até mesmo os gemidos suaves que ela não conseguia suprimir.

Theodore mordiscou e sugou o mamilo dela, sua língua lambendo meticulosamente o ápice sensível. Vanessa agora cobria o rosto com as duas mãos, ainda segurando obedientemente o tecido entre os dentes enquanto abafava os gemidos.

— Nn… Hm… Hm… — A visão daquele rosto corado fez o seu baixo-ventre se contrair. Deslizou um dedo entre os dentes dela, puxando o tecido para longe. A saliva que havia se acumulado na boca dela escorreu pelo queixo, deixando seus lábios brilhantes.

Gentilmente, ele limpou os lábios dela com seus dedos secos. Arquejando, Vanessa roçou a bochecha contra a mão dele, confundindo o gesto com um consolo. Seus cílios úmidos tremulavam como borboletas frágeis.

— R-River, meu… Meu coração está batendo tão… Rápido. — A voz dela, densa de calor, lutava para formar palavras entre as respirações. Theodore soltou uma risada baixa, sua mão se fechando ao redor da garganta dela. Tum-tum-tum. A batida frenética do seu coração vibrava contra a palma da mão dele.

— Sim. Eu ouço.

— Não… Não pare. Continue…

— Continuar?

— Mm… Hm?

— Vanessa, a aranha que me pediu para encontrar já foi embora. — Um olhar de confusão nublou os olhos de Vanessa, como se ela só agora estivesse se lembrando do motivo de toda aquela provação. Como quem acalma uma criança obediente, Theodore ajeitou o cabelo dela atrás da orelha.

— Então, você precisa me dizer exatamente o que quer que eu faça. — Os olhos cinzentos dela se arregalaram em descrença, e então se estreitaram com um lampejo de acusação, como se tivesse acabado de perceber a duplicidade dele. Mas o olhar severo não durou.

— N-nós somos… Amantes…

— Contratualmente, pelo menos.

— Nesse… Tipo de… Situação, amantes, de acordo com as convenções sociais, geralmente… — A voz dela foi sumindo, reduzida a quase um sussurro. Após uma longa hesitação, ela gaguejou, com o rosto ardendo: — E-eles… U-unem suas… Genitálias…

Theodore, que a observava com diversão, caiu na gargalhada. A surpresa inicial deu lugar a um sorriso lento. Era uma verdadeira façanha achar aquilo divertido, dado o estado atual em que se encontravam. E a resposta dela… Era como se tivesse estudado diligentemente um manual de educação sexual. Não que ele estivesse surpreso.

— Então. Acha que está molhada o suficiente para unir as genitálias? — Os olhos cinzentos de Vanessa tremeram, como se ela estivesse olhando para um canalha, diante do eco proposital que ele fez de suas próprias palavras. Pegou a mão pequena e hesitante dela e a colocou sobre a roupa íntima encharcada.

— Verifique você mesma, Vanessa. — Ele cobriu a mão dela com a sua, pressionando-a para baixo. O calor dela, úmido e intenso, irradiava contra a palma dele. Usando os dedos trêmulos dela como instrumento, sob o tecido fino, ele esfregou com força contra o inchado e saliente clitóris dela.

As coxas brancas e macias dela deram um solavanco diante da sensação desconhecida. Vanessa arquejou e se contorceu, a excitação lubrificando suas pernas.

— Ah… Hm… Mm… — O corpo dela era primorosamente sensível. E isso a tornava ainda mais bonita.