Jardim de Maio [Novel]

A herança de Vanessa, após a morte de seus pais, era uma montanha de dívidas e um casamento arranjado. Seu tio ganancioso a vendera avidamente para ser a mais recente noiva de um conde idoso. Para romper o noivado, ela precisava de um escândalo. Um escândalo verdadeiramente terrível, que absolutamente arruinará sua reputação, *** “Vanessa.” “…” "Acha sua vida tão tediosa assim?”, perguntou ele, incrédulo, “Para escolher desperdiçá-la se envolvendo com alguém como eu?”

Capítulo 19 - +18

Capítulo 19 - +18

Tradução: Emma

Capítulo 19


O homem, que parecia pronto para fugir a qualquer momento, agora estava mansamente sob o controle dela. Vanessa aproveitou a oportunidade, despejando uma enxurrada de apelos cada vez mais desesperados. — Qualquer escândalo só vai estourar depois que for embora. Não vou estragar as suas férias, nem mesmo incomodá-lo. Vou garantir a sua segurança, custe o que custar.

— …

— Não haverá obstáculos… Ou qualquer coisa que possa prejudicar o seu futuro. Todos os olhos estarão voltados para mim, então o seu nome não será mencionado diretamente. Mesmo que seja, desde que eu fique de boca fechada, ninguém saberá…

Muito do que Vanessa dizia era ingênuo, até mesmo delirante. No entanto, ela parecia acreditar genuinamente que aquilo poderia acontecer. Despojada de suas promessas frágeis, a mensagem dela se resumia a uma coisa: ela não queria sua vida acorrentada a um casamento. Ela queria um escândalo, uma maneira de desvalorizar dramaticamente a si mesma aos olhos da sociedade, para se tornar uma boneca esquecida e indesejada. Ela insistia que essa era a única maneira de se proteger.

Theodore, que estava escutando em silêncio, de repente perguntou, como se estivesse se lembrando naquele momento: — E quanto ao filho que precisa? É por causa da anuidade?

— Não posso dizer que essa não seja uma razão, mas também é a maneira mais segura de arruinar minha reputação. Apenas dormir com alguém não vai provar que minha castidade foi destruída.

— Por que não se casar com alguém adequado? Ou encontrar um homem disposto a fugir? Não parece que seria difícil para você.

— Eu não quero me casar.

— Você precisa de um filho, mas não quer se casar?

— O casamento é apenas estar presa a uma pessoa e realizar aquele ato periodicamente. A menos que eu realmente ame alguém, por que precisaria de tal arranjo?

Theodore soltou uma risadinha. Ela era estranhamente teimosa, audaciosa em seus pensamentos, mas ao mesmo tempo prática. Talvez fosse por isso que a senhorita Vanessa não o tinha incomodado desde o início.

Ela não era uma daquelas mulheres que tagarelavam sobre o casamento ser o único sonho e o destino final da vida.

Vanessa ainda se agarrava desesperadamente à mão dele. Sentindo o leve tremor, a lembrança daquele beijo satisfatório de alguns dias atrás passou pela mente dele.

A língua pequena dela, macia e submissa, seus lábios vermelhos, engolindo incontrolavelmente os próprios gemidos, a sensação do verão se derretendo. Um impulso súbito e ardente surgiu dentro dele.

Theodore lambeu os lábios, um sorriso predatório se espalhando por seu rosto. Isso é ridículo. Não sou um adolescente apaixonado.

— E se, Vanessa — disse Theodore, erguendo o queixo dela com seus dedos longos. Os olhos cinzentos e claros dela, fixos nele, tremeram como uma borboleta espetada. — E se, não importa o que façamos, você não engravidar?

— Então… Então, terei que encontrar outro jeito…

A boca dela era tão pequena que ele se perguntava se conseguiria acomodar o seu penis. Seria uma bela visão, no entanto, vê-la despojada de suas roupas impecáveis, apenas tomando-o em sua boca.

O rosto da senhorita Vanessa era inegavelmente requintado. Ele teria que ver os seios dela para ter certeza, mas a figura esguia e elegante dela era perfeitamente o seu tipo. Até mesmo a mente levemente desequilibrada dela era tolerável; ela era uma mulher mais do que satisfatória.

Ele tinha o poder de resgatar Vanessa daquela situação complicada agora mesmo. Com dinheiro suficiente, ele poderia apagar aquela mulher problemática de sua vida para sempre e silenciar o conde, pelo menos por um tempo.

Portanto, esse relacionamento dependia inteiramente da escolha dele. Uma escolha nascida de um capricho teatral, de sua decisão de viver como um plebeu, e não como um duque, durante o verão. E a senhorita Vanessa, infelizmente, era uma baixa de seu jogo de cena.

O que fazer?

Ele tinha três opções: possuí-la como plebeu, salvá-la como duque ou ignorar a proposta dela e encerrar suas férias perfeitas de verão.

A resposta era clara e simples. Ele ainda queria aproveitar sua fuga para o sul, e a senhorita Vanessa era a primeira mulher cativante o suficiente para prender o seu interesse. Não havia razão para recusar uma mulher disposta a abrir as pernas para ele, mesmo sem o seu título. Ele sorriu languidamente, devolvendo o poder a ela.

— Não preciso de um filho. Sou incapaz de ter um.

— S-sério? Biologicamente? Ou…?

— Podemos explorar a sua curiosidade mais tarde. Mas se ainda estiver disposta, poderemos desfrutar um do outro por um tempo. Isso pode até manchar um pouco a sua reputação.

Vanessa hesitou por um momento antes de assentir, um rubor aquecendo seu rosto pálido. Ficava claro que considerava aquilo uma vitória, desde que sua castidade fosse comprometida. Ele achava até mesmo os motivos transparentes dela um tanto cativantes agora.

— Sim. Tudo bem.

— River Ross. Eu tenho uma condição. Enquanto estivermos “desfrutando” um do outro, seremos exclusivos. — Ela apertou a saia, com os olhos cinzentos brilhando à luz do sol. — Quero que leve isso a sério. Não como uma aventura, algo facilmente descartado, mas como se fôssemos verdadeiramente amantes. Esta é uma transação entre iguais.

Os lábios de Theodore se curvaram diante das palavras cuidadosamente adicionadas por ela. — Isso já está se mostrando difícil.

— Pelo menos durante o verão. Nos separaremos de forma limpa depois disso.