Tradução: Amme
Capítulo 134
Conforme a penetração se aprofundava, um grito agudo escapou antes que ela conseguisse contê-lo.
— Deixa eles ouvirem.
Ele segurou o queixo dela, forçando seu olhar a encontrar o próprio, impedindo-a de desviá-lo. Os lábios que ela teimosamente mordera agora estavam machucados.
— Não se contenha. Deixe todos ouvirem.
— Como... pode... nngh... estar...
Os olhos turvos e os lábios machucados dela se retesaram de novo. Seus olhos marejados e suplicantes mandavam arrepios pela nuca dele. Os sentimentos conflitantes, enrolados como uma serpente no fundo do peito, deslizavam devagar por suas costas, apertando ao redor de seus pulmões.
Ele queria que o mundo inteiro soubesse que ela lhe pertencia. Desejava que nenhum outro homem no mundo jamais a visse assim. Queria que aquele verão durasse para sempre e, ao mesmo tempo, queria que acabasse logo, para que tudo pudesse voltar ao seu lugar devido.
A teimosia persistente dela era, ao mesmo tempo, frustrante e comovente.
Ele baixou lentamente a cabeça, pressionando a testa contra a dela.
— O que devo fazer, Vanessa?
— Hnngh...
— Você precisa me dizer, para eu saber.
O rosto dela, úmido com suor, estava fresco como uma rosa de jardim pela manhã. Em seus seios, agora bem usados, marcas avermelhadas já desabrochavam. A visão era tão lasciva que ele sentia sua boca secar. Era como se ela o incitasse a perder o controle e tomá-la por completo.
Seu pênis abria suas dobras escorregadias até o limite. Enquanto isso, seu polegar pressionava o pequeno clitóris acima, inchado de excitação.
— Ah— haa— aah!
O corpo de Vanessa estremeceu quando o calor inundou a parte baixa do ventre. Bem quando os gritos dela alcançavam um pico vertiginoso, ele mergulhou impiedosamente até o fundo, forçando passagem pela carne que esquecera de se contrair.
Uma vez. Depois outra. O corpo pequeno dela era erguido para cima, depois deixado cair de volta em profundezas vertiginosas. Engolindo os gemidos, ofegante, ela finalmente entreabriu os lábios molhados.
— Devagar... um pouco... mais devagar...
Droga. Não existia besta como ele. Theodore sorriu selvagemente, engolindo a respiração fervilhante. Cerrando os dentes, deliberadamente desacelerou o ritmo, como uma fera forçada a uma coleira. A visão dele ardia em vermelho. Veias saltavam no dorso da mão apoiada na cama, em sua nuca.
Os impulsos tingiam a mente dele de branco. Quero tomar essa mulher. Sei como fazê-la sentir ainda mais prazer. E, no entanto—
— Ah... haah...
Porque a achava tão adorável sentindo cada nuance dos movimentos dele. Respondendo a ele mesmo com estocadas rasas e lentas, Vanessa tremia como um pássaro encharcado de chuva. Através da parte onde estavam unidos, ele sentia cada estremecimento das paredes internas dela. Ela ofegava, mordendo o dorso da própria mão, até que finalmente se agarrou ao braço dele como se não conseguisse suportar mais.
As pálpebras dele ardiam com o esforço da paciência. Theodore soltou o ar profundamente, mexendo devagar na no clitóris. As costas curvadas e firmes dela estremeceram. Continuou assim por incontáveis repetições — ou talvez, por uma eternidade.
— Ahn— haah— nngh!
Em algum momento, as reações dela mudaram visivelmente. Gritos agudos escapavam por lábios que já não conseguiam ficar fechados. Fluido escorregadios corriam por suas paredes internas suavemente inchadas.
O instinto lhe dizia que o pico de prazer, construído com tanto cuidado, finalmente estava ao alcance.
— Ah— nngh... ah— ah— aahn! Ah... aah...!
Ele pressionou um beijo suave na testa de Vanessa enquanto o corpo dela se retesava, tremendo violentamente. Enquanto acelerava o ritmo, gemidos doces escapavam, sem pausa para respirar.
— Isso é... estranho... isso é estranho... Nngh— nngh— aahn— ah— haah!
A cada estocada, fluido pálido respingava do lugar onde estavam unidos — sobre as coxas dela, que se moviam com firmeza, sobre a parte baixa do ventre dele pressionado contra o dela, sobre o abdômen tenso dele.
A fome que fora primitiva desde o início só crescia sem fim. Ele queria possuí-la por inteiro — cada fragmento da alma mais nobre dela até as profundezas mais secretas. Queria conhecer e apreciar tudo o que ela era. Como uma flor rara e preciosa. Como um cavalo fino cujo preço estava além de qualquer medida. Diante dessa constatação, conquistada a duras penas, ele suspirou.
Ah, ele queria possuir aquela mulher por inteiro. Ofegante de desejo, as bochechas coradas de excitação, os quadris se movendo inconscientemente como quem suplica, mesmo naquele instante.
