Tradução: Emma
Capítulo 47
Os lençóis sob o seu rosto cheiravam a sal seco e fluidos. Ela tentou erguer os quadris e as pernas, mas eles estavam pesados, sem resposta. Seu corpo há muito havia atingido o limite. Até mesmo sua mente, que havia se apegado teimosamente à consciência, começou a flutuar após a terceira… Mudança de posição. Ela havia perdido toda a noção do tempo depois disso.
— Argh…
Conforme ele se retirava, uma mistura de sêmen e dos próprios fluidos dela escorria da abertura ainda sensível, salpicando nos lençóis encharcados, adicionando novas manchas à bagunça existente.
— Não… Vanessa.
Após o muitos clímaxes, bem no momento em que Vanessa instintivamente tentou se afastar, ele segurou os tornozelos dela, erguendo-os e abrindo-os sobre os seus ombros. Ele a reposicionou, com movimentos práticos e eficientes.
— Se forçar alguém a provar algo que não quer… Tem que assumir a responsabilidade por isso até o fim.
É ele quem está me forçando.
— Minha… Castidade cuidadosamente guardada… — Vanessa olhou feio para ele, com os olhos tremendo. Ela apostaria tudo o que tinha que ele não era virgem. Nenhum virgem se movia com tanta desenvoltura e destreza.
Enquanto estava momentaneamente atordoada, ele ergueu sutilmente os quadris dela. O pênis que havia se retirado apenas parcialmente afundou de volta, empalando-a.
— Urgh!
Ele segurou os quadris trêmulos dela, puxando-a mais profundamente contra si. A ponta endurecida de seu pênis esfregava-se contra as paredes inchadas e sensíveis dela. Novos rastros de umidade surgiram em suas coxas brancas e escorregadias de suor.
Ele riu, um som em algum lugar entre um gemido e uma risada, e mordiscou a panturrilha dela que descansava em seu ombro. A perna dela deu um solavanco, mas ele a segurou firme. Suas investidas, que vinham sendo lentas e lânguidas, ganharam velocidade.
— Ah, argh! Urgh…
Suas paredes internas escorregadias não ofereciam resistência, aceitando seu bombardeio implacável. A cada investida, a ponta larga de seu pênis roçava seu clitóris primorosamente sensível. Gemidos escapavam de seus lábios entreabertos.
— Ah… Agh… Aaah… Ugh… Agh…
Ele segurou os quadris dela enquanto ela gritava, um som agudo e lamurioso. Ele se retirou totalmente, então mergulhou de volta na abertura corada dela. Uma investida forte, moendo contra o períneo dela. A visão dela ficava embaçada a cada investida, a força delas mantendo-a presa à consciência.
— Aah… agh… Ah…!
Clímaxes repetidos aguçavam seus sentidos. Tudo estava quente e azedo. O ar estava espesso, seus corpos escorregadios, e o gosto de ferro cobria sua língua.
— Ah… Argh… Ah… Ugh… — Vanessa gemeu, piscando os cílios molhados. Sua visão turva focará unicamente no rosto liso dele. A compostura sem esforço dele era enfurecedora.
Eu terei que cuidar melhor deste corpo.
Não como River Ross, que abusava do dele com álcool, tabaco e chá terrivelmente amargo. Como esse homem podia ser tão… Incansável? Tão animalesco?
Outra onda de prazer quebrou sobre ela. Suas costas arquearam, seu corpo rígido. Sua visão girou, depois desapareceu.
Vanessa acordou com a sensação de estar sendo erguida. Seus olhos pareciam cheios de areia e se recusaram a abrir. Sua garganta doía. Ela se sentia esgotada, como se cada gota de umidade tivesse sido espremida de seu corpo. Ela aconchegou a testa latejante contra o peito da pessoa que a segurava.
Por que não posso simplesmente continuar inconsciente?
— Você não pode. Vai ficar dolorida se dormir assim. — Foi como se ele tivesse lido a mente dela. Ela choramingou em protesto, e uma mão grande e fria acalmou sua testa grudenta de suor. O toque suave contra sua pele febril arrancou um gemido suave de seus lábios.
