Tradução: Emma
Capítulo 45
— E-espera. — Vanessa arquejou, pressionando-se contra ele. — Pode continuar. Eu só fiquei… Um pouco surpresa. Agora… Realmente estou pronta.
Respirando fundo, ela relaxou os músculos que vinham empurrando os ombros dele. Suas mãos, hesitantes a princípio, caíram com um baque suave sobre os lençóis. Com os olhos bem fechados, como se não suportasse ver a si mesma, abriu as pernas um pouco mais, uma declaração silenciosa de sua determinação. Gotículas peroladas de excitação, misturadas com um fluido claro, acumularam-se na abertura.
— A-apenas… Devagar. Esta é… A minha primeira vez. — O rubor em seu rosto, uma mistura de vergonha e excitação, despertou uma diversão estranha, quase cruel, dentro dele. Theodore soltou um som que ficou entre um suspiro e uma risada.
Ela é tudo, menos comum, ele pensou. Um monstro inocente e um espírito desencantado, tudo de uma vez. Ele se abaixou lentamente.
— River, ah, nn…
Droga, relaxe… Theodore praguejou mentalmente. A passagem, que já era apertada, estava contraída pela tensão, tão estreita que seu membro seco parecia que iria rasgá-la. Após várias tentativas de entrada, ele desistiu e segurou as nádegas dela, erguendo-a e afastando-as ainda mais. Ele encostou a base de seu pênis ingurgitado contra as dobras macias dela, arrancando-lhe um gemido fraco.
Sua ereção dura, quase como uma arma, esfregou-se contra os lábios externos dela, desde o clitóris inchado até as dobras trêmulas. Ele a provocou, roçando de cima a baixo, e então empurrou para cima em um único golpe. O fluido claro que havia se acumulado ali salpicou com a fricção.
— Ah, haa, ah… Ah… — As sensações desconhecidas mudaram a qualidade de seus gemidos. Ele mordiscou a nuca branca dela, que pendeu para trás contra os lençóis. Seus mamilos, rígidos e corados, espreitavam por entre os dedos dele enquanto ele agarrava seus seios.
Ele massageou os seios dela, continuando o movimento rítmico contra o seu núcleo. A excitação escorregadia que o cobria era satisfatória. O ar ficou espesso e quente, pesado com o aroma misturado deles. A ponta de seu pênis, agora dolorosamente dura, pressionou o baixo ventre dela. Ele segurou seu membro e o esfregou contra a entrada dela.
Os olhos nublados de Vanessa se arregalaram com uma mistura de antecipação, excitação e um vislumbre de medo. Ele segurou os quadris dela com firmeza, impedindo seu recuo instintivo.
— Relaxe.
A pressão intensa arrancou-lhe um lamento enquanto ela se contorcia. A sensação intrusiva de preenchimento, empurrando contra suas paredes internas sensíveis, pairava entre o prazer e a dor.
Ele empurrou para dentro, preenchendo-a completamente. A respiração dela falhou, e o baixo ventre estremeceu de excitação.
— Ah, dói… Dói. N-não, pare… A-ah… — Vanessa arquejou, retorcendo-se sob ele. Seus dedos, agarrando os lençóis, ficaram brancos. Seus olhos cinzentos e excitados rapidamente se encheram de lágrimas. Os dedos brancos de seus pés se curvaram enquanto a tensão dominava seu corpo.
— Relaxe… Por favor.
— Ah, ah… — Ela se contraiu ao redor dele, apertando seu pênis já tenso até parecer que o fluxo sanguíneo iria parar. As veias das mãos dele saltaram enquanto se apoiava. Seu controle tênue se desfez sob o ataque do desejo. Ele rangeu os dentes, forçando-se a respirar uniformemente. Por mais irritante que ela fosse, ele não queria tirar sangue na primeira vez deles.
Então, por favor, ele pensou, Colabore.
Exercendo a máxima paciência, ele moveu lentamente o peso do corpo, com a mandíbula travada. Cada vez que seu pênis ereto empurrava mais fundo, as paredes internas dela se abriam e, em seguida, agarravam-se a ele.
Apenas pela penetração, o suor pingava de seu queixo. Tremores, nascidos do autocontrole, percorriam seu corpo. Ele aumentou o aperto nas coxas dela, deixando marcas vermelhas em sua pele enquanto ela continuava a estremecer. Ela tremia como se ele fosse algo imenso, embora ele ainda não tivesse se inserido totalmente dentro dela. O corpo frágil dela estremecia incontrolavelmente.
— Ah… ha, não, não mais… Não vai… Entrar…
— Tem… Mais.
— Uh, nn…
— Eu só estou… Até aqui dentro. — Ele pegou a mão dela e a pressionou contra seu ventre plano, a pele fina sutilmente distendida pelo formato de seu membro por baixo. Ele mordiscou os dedos dela enquanto ela tentava se afastar, fazendo-a estremecer.
